quinta-feira, 24 de julho de 2014

Thomas Was Alone

Rápido, ponham os vossos headphones, e embarquem nesta grande aventura de sucesso, que o espectacular Thomas Was Alone da Bossa Studios Ltd., acabou de chegar ao iPhone, depois da sua estreia fenomenal no iPad. Temos aqui um jogo de plataformas que nasceu no PC e Mac, já passou pela Playstation, e que tem uma história fantástica para nos contar, como se estivessemos a ler um livro de aventuras.


Thomas Was Alone não é um jogo de plataformas qualquer. É sim um jogo de plataformas onde temos de resolver uma série de puzzles para continuar em frente, e assim chegar finalmente ao puzzle número 100. A apresentação audiovisual e a narrativa do jogo são aquilo que nos retira o tapete debaixo dos pés, nos deixa de queixo caído, e a pensar "este jogo não existe!", completamente deslumbrados com o título que temos à frente.

No início Thomas estava sozinho, diz-nos o narrador (o fantástico Danny Wallace), e podemos de facto verificar que temos um pequeno rectângulo vermelho à nossa frente no ecrã, à espera dos nossos comandos. Para o controlar temos dois botões do lado esquerdo para o mover para a esquerda e para a direita, e do lado direito um pequeno quadrado para fazer saltar o nosso peculiar herói (também é possível usar os controlos alternativos, que fazem mais sentido no iPhone, onde basta deslizar o dedo esquerdo para os lados para mover Thomas, e tocar em qualquer parte do ecrã com o dedo direito para saltar).


O objectivo, esse, vamos descobrindo lentamente, com alguma ajuda do narrador que nos vai explicando o que se está a passar, que é chegar à saída que se encontra no final de cada nível. Não se sabe onde fica este final, apenas sabemos que temos de fazer chegar o nosso personagem até uma figura geométrica idêntica à sua própria figura, para passar ao próximo desafio.

Mas num instante percebemos que Thomas não está sozinho, porque lá vão aparecendo outras formas geométricas, que também ficam sob o nosso controlo. Thomas, John, Chris, Laura, cada um com a sua cor distinta e características únicas, um saltando mais alto, outro dando pequenos saltos (mas conseguindo atravessar passagens mais pequeninas) e outros com a capacidade até de flutuar sobre líquidos, etc, etc.


São estas capacidades diferentes de cada um dos personagens, que nos possibilitarão atravessar algumas das secções mais complexas de cada nível, saltando uns por cima dos outros para chegar a lugares mais altos, transportando-se uns aos outros às cavalitas, etc, e assim evitando ao mesmo tempo que os nossos heróis acabem destruídos (sim, é possível morrer, e é possível reiniciar um nível).

Como jogo de plataformas é brilhante todo este conceito e simplicidade, assim como a dificuldade apresentada nos desafios e puzzles que nos são colocados à frente, que revelam ser um belo exercício para os nossos neurónios. Mas o jogo é muito mais do que isto, pois a história que nos é contada deixa-nos completamente envolvidos e interessados nas vidas destes estranhos personagens geométricos, aprisionados sabe-se lá onde (na Matrix?!?).


Cada um tem uma história diferente para contar, e é uma delícia de ouvir estas histórias pela voz espectacular de Danny Wallace (a forma como o narrador nos conta a história faz lembrar o filme The Hitchhiker's Guide to the Galaxy), que aos poucos vão sendo reveladas as motivações pessoais de cada um dos heróis, os seus gostos, e a visão que têm da vida.

Por isso, muito mais que um jogo de plataformas, este é também uma espécie de livro, uma novela gráfica onde vamos acompanhando a história misteriosa destes personagens. Quem são, o que estão aqui a fazer, onde estão, para onde vão? É brilhante como nos vemos completamente imersos nesta história, embalados pela voz suave do narrador, pela música relaxante espectacular, e pelo mistério que queremos ver resolvido.

Este jogo não vai lá com as imagens que ponho aqui, tem de ser experimentado, por isso vejam aqui em baixo um vídeo que nos mostra o jogo em acção num iPad, e fiquem deslumbrados, porque eu fiquei grande fã, e não tenho palavras para o recomendar. É um daqueles jogos obrigatórios de ter num iPhone ou iPad, porque como este, não há muitos.


Thomas Was Alone na App Store (Brasil)

Thomas Was Alone na App Store (Portugal)

Tamanho: 160 MB



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