terça-feira, 26 de junho de 2018

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Golf Club: Wasteland

Eu podia dizer que este jogo é direccionado para os fãs de jogos de golf, mas a verdade é que o recém chegado Golf Club: Wasteland da Demagog Studio, é muito mais do que isso. Um jogo lindíssimo, desde o seu aspecto gráfico à banda sonora, inclusive por causa da história importante que tem para nos contar sobre um planeta terra destruído por causa da mão humana, e ainda por cima é mesmo um jogo de golf bem divertido e desafiante.


O jogo arranca contando-nos a história da humanidade, do nosso futuro iminente caso não mudemos os nossos hábitos egoístas que estão a alterar irremediavelmente o clima e consequentemente a destruir o planeta, que aqui no jogo acabou mesmo por ter consequências com muita gente a morrer no grande desastre ecológico, e da viagem de alguns afortunados para Marte onde passaram a viver na Tesla City.

Há muitas referências como esta ao Elon Musk e à Tesla, incluíndo ao Trump e o seu contributo para um planeta cada vez mais em perigo de não conseguir recuperar da acção humana. No início é referido que algumas referências podem ser confundidas com a vida real, e que se alguém ficar ofendido com elas, pode enfiar um taco de golf pelo cú acima. Para mim ganhou logo aqui com este aviso fantástico, levem o meu dinheiro por favor!


O planeta terra acabou por ser abandonado, pois já não suportava a vida em condições, e uma parte da humanidade acabou por viajar para Marte. Passados uns anos os humanos começaram a voltar à terra, como destino turístico, para jogar uns buracos de golf num cenário algo apocalíptico e desolador.

A acompanhar a aventura e jogo deste nosso astronauta temos um programa de rádio bem realista, com um apresentador que nos vai contando como corre a vida em Marte, relatos de sobreviventes, e avisos de que tem de se poupar água e um recolher obrigatório, etc. Por entre a conversa o dj passa música nesta Radio Nostalgia. E digo-vos, música muito boa, que o jogo tem uma banda sonora incrível, composta por músicas Synthwave, Techno e Capela, de músicos como Simić e Berry, Ana Ćurčin e Sara Renar.


Também vamos obtendo informações do diário de bordo do nosso astronauta solitário, que nos vai dando a perceber quais as suas razões para estar ali na terra naquela momento, e qual a sua missão. À primeira vista será apenas por lazer, e como tal acompanho-lo a passear com o seu fato de astronauta e jetpack, voando de um lado para o outro num cenário pós-apocalíptico.

E o nosso objectivo para avançar com a narrativa é mesmo jogar golf sobre as ruínas da civilização. Mantendo o dedo pousado no ecrã faz com que o astronauta prepare o taco para atirar a bola, e apenas temos de deslizar o dedo no ecrã para mirar e escolher a força a dar na bola.


Há um par em cada buraco como em qualquer jogo de golf, mas somos livres para dar o número de tacadas que quisermos até chegar finalmente ao buraco. Há uma secção no menu que nos deixa ver a nossa pontuação, quantas vezes ficamos abaixo ou acima do par, e o número de tacadas que demos em cada cenário.

Os níveis são lindíssimos, cada um mostrando-nos um diferente cenário pós-apocalíptico, alguns com animais presentes, seres estranhos, árvores com as folhas ao sabor do vento, muito néon espalhado pelos prédios em ruínas, e algumas referências a situações tristes e caricatas do nosso dia a dia, como o caso da gaffe do Trump no Twitter com o seu "COVFEFE", como se pode ver na segunda imagem aqui em cima.


Ao nível da jogabilidade vão ficar supreendidos com o nível de dificuldade que começamos a ter a partir de um certo cenário. À medida que o astronauta avança para o interior das cidades, começa a ter uma série de obstáculos inesperados para quem joga golf.

Ter que entrar no interior de prédios, atirar a bola para elevadores, e de seguida activá-los para subir para outro piso, ou mesmo tocar em botões para activar plataformas, partir vidros, jogar de varanda em varanda num prédio, etc, etc. É possível chegar ao buraco por caminhos diferentes em muitos destes cenários, o que nos leva a querer repetir alguns níveis. Ao atirar a bola para um tubo, descobrimos um atalho, mas há o risco de cair na água ou na areia, será que vale a pena?


O jogo tem pormenores incríveis, como os comentários do astronauta aborrecido quando falha o buraco por pouco, ou a rádio que deixa de se ouvir quando avançamos para uma zona subterrânea. Se conseguirmos ficar abaixo do par em alguns buracos somos brindados com algumas informações extra sobre a história, o que também faz com que repetir certos buracos seja algo a tentar mais tarde quando terminarmos os cerca de 30 longos níveis.

O jogo vai ser actualizado em breve para incluir a língua portuguesa, mas fica o aviso que o programa da rádio nostalgia é em inglês, assim como a participação dos artistas que dão a voz às histórias dos sobreviventes a viver em Marte. Esta é uma experiência incrível em iOS que recomendo vivamente a qualquer pessoa que goste de jogos bonitos e muito bem feitos. Com um grande humor e sátira, este é um grande jogo que não devem deixar passar ao lado.


Golf Club: Wasteland na App Store

Tamanho: 328.2 MB




Golf Club: Wasteland - Rating: 5

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