segunda-feira, 8 de julho de 2019

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The Gardens Between

Em 2013 experimentei um jogo bem simples mas com uma qualidade gráfica impressionante que me deixou com esperança pelos seus próximos jogos. Não tardaram a fazer mais uma série de jogos fantásticos e agora em Maio a The Voxel Agents saíu-se com o deslumbrante The Gardens Between, uma aventura espectacular carregada de puzzles que se resolvem manipulando o tempo.


Um jogo que mais parece saído dos anos 80/90, uma homenagem à amizade e brincadeiras de dois míudos, Arina e Frendt, que se vêm de repente envolvidos numa série de aventuras num mundo de sonhos, onde todos os seus brinquedos passam a fazer parte do cenário que têm de atravessar até chegar ao portal que os levará para o próximo local onde têm ainda mais puzzles para resolver.


Estas pequenas ilhas carregadas de brinquedos estão também cheias de obstáculos, os quais devem ser ultrapassados manipulando o tempo. Ao tocar no ecrã e deslizar o dedo para a direita fazemos com que o tempo avance para a frente, e por conseguinte vemos os amiguinhos a caminhar pelos caminhos que têm na sua frente. Se deslizarmos o dedo para a esquerda, voltamos com o tempo para trás, fazendo com que os nossos amiguinhos façam marcha atrás, assim como tudo o que esteja a acontecer no ecrã ande também para trás.


Há alguns objectos especiais que o míudo pode manipular, que nos permitem manipular o tempo num determinado ponto no espaço, movendo apenas alguns objectos, não interferindo com o movimento dos míudos. E a míuda anda com uma lanterna especial, a qual deve ser carregada com uma luz mágica, que lhe permite afastar o nevoeiro que serve como obstáculo, ou activar pontes de luz para poderem ultrapassar alguns precipícios que lhes vão aparecer pela frente. A ideia é chegar com a lanterna acesa até ao topo da ilha, local onde colocarão a lanterna no portal, que assim activado os transportará para a próxima ilha.


Toda a mecânica do jogo é bem interessante, pois há que manipular o tempo de maneira a que uma espécie de robôs que por lá andam a passear, nos ajudem a levar a luz para certos locais chave, ajudando-nos assim a ultrapassar alguns dos obstáculos mais chatos do jogo.

Por vezes andaremos a manipular o tempo para interferir com um jogo de consola que está a passar numa tv, ou então para controlar uma gota de água que pode assim interagir com a electricidade, ou mesmo até para controlar objectos a boiar na água que podem servir de ponte de passagem.


Os puzzles são brilhantes e não precisamos de muitas tentativas até perceber como funcionam (sendo todos bem diferentes uns dos outros), e como ultrapassar um determinado nível. Pelo caminho vamos passando por um momento bem nostálgico onde nos vão passando à frente uma data de objectos e brinquedos da nossa infância, isto tudo acompanhado de uns gráficos com um visual incrível, e uma banda sonora que não deixará ninguém indiferente.

Chegado o final do jogo, compreendemos que história é esta que acabamos de viver, uma verdadeira homenagem à amizade na infância, e não podia deixar de referir todos os momentos com animações que vão contando pedaços da história, e os créditos que vêm acompanhados de uma música incrível, enquanto vamos vendo o nome de todas as pessoas responsáveis por este belíssimo jogo. The Gardens Between é mais um daqueles jogos candidatos para um dos melhores de 2019 sem qualquer dúvida. Não percam.


The Gardens Between na App Store

Tamanho: 747.4 MB


The Gardens Between - Rating: 5

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